quarta-feira, 11 de maio de 2011

O PT, Osama Bin Laden e as "petezadas" do Suplicy



Ontem eu não vi uma coisa que gosto de ver: A TV Senado na sua sessão plenária. Pelo que li perdi o prazer de me indignar mais uma vez com uma “petezada” que nada mais é do que uma presepada de cometida por um petista.

Esta foi cometida pelo Senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Esta não é a primeira nem milionésima presepada que ele apronta da tribuna. Já cantou, já dançou, já jogou beijinhos, já vestiu cueca por cima das calças, como o Superman, e até já foi casado com a perua Marta Suplicy (lembrem senhores que a justiça já disse que não que não é crime chamar a perua assim. Veja aqui).

Ontem ele fez mais uma. No meio de uma fala sobre a morte do Bin Ladem ele disse:

“Em 11 de setembro de 2001, aviões atingiram o edifício do World Trade Center. E ali mais de três mil pessoas perderam as suas vidas. Pessoas totalmente inocentes que, por uma razão totalmente não justificada em seus métodos, foram objeto de ações impensadas, não suficientemente refletidas, por parte dos responsáveis da al-Qaeda. E dentre estes estavam justamente um dos principais, senão o principal líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, que teve uma perseguição muito forte, realizada por forças de todos os países, principalmente do serviço de inteligência e das forças armadas norte-americanas que, finalmente, encontraram Osama Bin Laden.”

Ora, meu Deus e meu Alá. Eu vi, ao vivo pela TV, os ataques às torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. Foi a coisa mais chocante que vi em toda minha vida. Para mim não se tratava de americanos morrendo e sim de pessoas inocentes morrendo, de uma forma criminosa e brutal. Como dizer que aquilo se tratava de “ações impensadas, não suficientemente refletidas”, por parte dos assassinos? É preciso ser muito petista e PILA para falar algo assim. Se pelo menos houvesse alguma dúvida sobre os autores dos atentados, se pudesse se pensar que foi um erro dos pilotos, se pudesse se pensar até que fosse um terrorista que não teve suas pretensões atendidas, poderíamos, já com bastante ceticismo, classificar aquilo como situação impensada. Mas, todos sabemos porque isto aconteceu e o senador está agora dizendo que o Bin Laden tinha suas razões e tentar justificá-las com eufemismos, é dá razão a ações terroristas, que independente dos motivos envolvidos, são crimes hediondos.

Eu como sempre não gosto de escrever quando encontro alguém que já disse o que pretendo dizer de uma forma melhor, e neste caso, o Reinaldo Azevedo, em seu Blog na Folha.com, me poupa qualquer esforço de tentar escrever sobre mais uma “petezada” do Suplicy. O título já resumiria tudo (“A estupidez em estado bruto”), mas leiam o texto todo, e me encontrem lá embaixo dentro da poeira da destruição das torres gêmeas.

“Há muito tempo, na condição de paulista — isso é só geografia, mas, vocês verão, relevante neste caso —, sinto pelo senador Eduardo Suplicy (PT) a vergonha que ele se mostra incapaz de experimentar: quando fala, quando canta, quando — meu Jesus! — pensa! Por que isso? Bem, vá lá, ele é senador do Estado em que voto. O pior é que este senhor sempre foi eleito com o apoio também dos bem-pensantes. No ano passado, os paulistas mandaram um Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) para o Senado, mas, por outro lado, elegeram também Marta Ex-Suplicy (PT). A alternativa era o pagodeiro Netinho (PC do B). Deixarei um pouco de lado certo desconsolo. Volto ao ponto.

Suplicy tomou hoje a palavra no Senado para censurar os EUA pela operação que resultou na morte de Osama Bin Laden. O senador paulista criticou os americanos por terem “violado” a soberania paquistanesa e matado o terrorista; em vez disso, considerou, ele deveria ter sido preso e julgado. Não saber o que diz, no caso de Suplicy, é mais do que uma condição natural; é um método. Se preso, Osama seria julgado onde? Nos EUA ou na Arábia Saudita? Nos dois países, seria certamente condenado à morte. Os sauditas não iriam querer esse peso; é controverso que Bin Laden pudesse ser julgado e executado nos EUA — nesse caso, o que fazer com o corpo?

Os EUA se negaram hoje a pedir desculpas ao Paquistão, no que fazem muito bem. É uma forma oblíqua — a direta seria trágica — de censurar o país por dar proteção a Bin Laden. Convenham: foi isso o que aconteceu, certo? O terrorista estava abrigado quase numa fortaleza militar. Por mais incompetente que seja seu serviço secreto, é certo que não pode ser tão ruim assim. Mas que diferença isso tudo faz no mundo de Suplicy?

Encantadora mesmo foi a forma como ele resumiu o 11 de Setembro, segundo o Portal G1.

[trecho citado acima]

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Vejam como Suplicy é cândido. Um ataque terrorista naquelas dimensões foi “injustificado” nos “seus métodos” — o que faz supor que este gigante considere aceitável ao menos o mérito. Teria sido uma ação “impensada”, “não suficiente refletida”; isso quer dizer que um terrorista, caso se dedique a uma reflexão mais detida, pode mudar de idéia e de prática, compreendem?

Suplicy levava consigo artigos de jornais que censuravam a ação dos EUA, como se aquele delinqüente, homicida compulsivo, não fosse um alvo militar. Quanto à soberania do Paquistão, dizer o quê? Todos conhecem o meu legalismo, mas sabem também que, em relação ao terrorismo, considero que o país que abriga um terrorista viola de tal sorte as regras que não pode evocá-las para se proteger da reação dos agredidos. Não fosse assim, as leis acabariam servindo para abrigar terroristas. É uma questão de lógica elementar. Vale para os EUA, quando “ignoram” a soberania paquistanesa para pegar Bin Laden; vale para a Colômbia, quando ignora a soberania equatoriana para pegar Raúl Reyes. Vejam como sou aborrecidamente coerente. Aliás, já mostrei aqui, em janeiro de 2008, ainda candidato, Obama afirmou que, se eleito, pegaria os terroristas abrigados no Paquistão se o governo do país não o fizesse.

Mas qual é o compromisso de Suplicy com os fatos? Nenhum! Ele está há 20 anos no Senado como um contínuo das próprias idiossincrasias. Ficará ainda mais quatro e, depois, tentará o quarto mandato…

Suplicy teve o apoio de Lindbergh Farias (PT-RJ), seu colega de bancada e de Cristovam Buarque (PDT-DF), que afirmou:

“Todos passamos a odiar esse Bin Laden. Mas todos passamos a nos preocupar sobre como ocorreu a sua morte. A maior vitória do terrorismo é quando todos passamos a nos comportar como terroristas. Se Obama faz isso, imaginem os próximos presidentes dos EUA”.

É uma consideração estúpida de vários modos. Em primeiro lugar, porque iguala a ação americana à dos terroristas: só nos EUA, Bin Laden matou quase 3 mil pessoas — além de outras milhares mundo afora, o que fez dele um alvo militar. Em segundo lugar, seria preciso que o senador Cristovam caracterizasse o que fazia de Bin Laden um terrorista para que pudesse, então, explicar por que os americanos agiram de modo similar. Em terceiro, notem que Cristovam é mesmo um idealista: na sua cabeça, há dois Obamas: o verdadeiro (que é o inventado…) não faria aquelas coisas feias; já o falso, que é o real, agiu — vejam vocês! — como se fosse Bush!

Tá bom! Serei mais amplo: ao ler essas coisas, eu me envergonho é como brasileiro mesmo!”

Eu só volto para perguntar: “Até tu, oh, Cristovam!?” Já até pensei que este senador, por ser um pernambucano, poderia em 2012 tentar suceder a prefeita da terra da Lucinha Peixoto, Bom Conselho, pois é do mesmo partido dela. Agora, penso que, se espalharem que ele está defendendo o Bin Laden pela cidade, é melhor ele ir para Caetés. Lá o berço do "petista-porcina", aquele que foi sem nunca ter sido, o meu conterrâneo Lula, daria apoio para compensar tê-lo demitido por telefone. É isso aí. Lula de vez em quando acerta....

Zezinho de Caetés

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