quarta-feira, 1 de junho de 2011

AS VIRTUDES CARDEAIS (ou A Volta ao Catecismo I)



Voltando à Academia Pedro de Lara, eu li o último artigo da Ana Luna. Pelo título (VIRTUDES CARDEAIS), pensei ser mais uma propaganda do bom frevo interpretado pelo UvaPassa: “Cadê o Xico?”, já que “cardeal” quer dizer dobradiça em latim, que é um dos passos do nosso frevo. Ao começar a leitura vendo que ela se referia ao Livro da Sabedoria da Bíblia Sagrada, e já havendo aprendido sobre o que ele contém, eu pensei que certamente ela iria escrever mais um dos seus textos em caixa alta para dizer: “Me desculpa Ronaldo!”. Lí mais, e como gosto muito destas leituras religiosas o texto desceu perfeitamente. Eu não sei o que o Roberto Lira ou o Cleómenes diriam dele. Mas eu sei o que dizer.

Descobri que a Ana não pediu desculpas explicitamente, mas quem a lê sabe que foi esta a intenção, pois ninguém em sã consciência viu as rusgas do Ronaldo com ela, sem pensar que, talvez ambos, não tenham sido virtuosos, embora ela tenha ferido muito mais algumas das virtudes cardeais, das expostas por ela mesma no texto. A Ana, no mínimo, pecou contra a virtude da prudência.

Já que no texto se demonstra a entrada de Ana na vida religiosa, onde eu sempre estive, e numa homenagem ao meu professor de datilografia, o Diácono Di Tavares, também conhecido como o Mister X, eu amplio os ensinamentos religiosos, a partir de textos do Catecismo de nossa Santa Madre Igreja, como é exposto pelo site da Capela de Nossa Senhora da Conceição de Niterói (aqui).

Como já virou moda o Pastoril do Zezinho aqui no Blog da CIT, eu gostaria de fazer um, mas, seria muito trabalhoso. Resolvi fazer, muito a contragosto, um vermelho e preto, por que as letras brancas não seriam lidas no Blog, não sendo o ideal para fazer um Pastoril Hexa Campeão, ou seja, vermelho e branco.

Então no que segue abaixo, tudo que for preto vem do catecismo e tudo que for vermelho vem de minha cachola. Não sei quantas postagens dará este tema, pois o catecismo é árduo e longo, e ainda tratarei, além das Virtudes Cardeais, das Virtudes Anexas, por isso o título está romanicamente numerado, sendo este o início da série. Mas, Deus compensará a todos pela leitura ou re-leitura do catecismo, e, espero, me perdoará por algumas discordâncias, pois já disse que sou católica, mas não sou ovelha. E começa o Pastoril vermelho e preto:


Estudamos como a Fé, a Esperança e a Caridade, as virtudes teologais, nos tornam capazes de conhecer e amar a Deus. Elas são virtudes inteiramente voltadas para Deus.

Mas existem muitas virtudes que não são voltadas diretamente para Deus, mas sim para o nosso comportamento, nossa atitude, nossas ações; elas nos ajudam a bem agir, a fugir do pecado, a vencer as tentações. Por isso, indiretamente, elas nos levam a Deus. São as virtudes morais, ou seja, virtudes que nos ajudam a bem agir.

Quatro delas são mais importantes do que as outras porque regulam a atividade de todas as demais. São as chamadas virtudes cardeais. Por que esse nome? São aquelas tratadas pelo Livro da Sabedoria que a Ana discute em seu texto.

Cardo, em latim, quer dizer dobradiça, eixo em torno do qual gira alguma coisa. No caso da dobradiça, gira a porta, no caso do eixo da terra, giram os quatro pontos cardeais. No caso das virtudes, em torno das quatro virtudes cardeais, giram as outras virtudes, como veremos adiante. Daí minha confusão mental com o passo do frevo que se chama dobradiça, que eu não posso mais fazê-lo porque, deixa isso prá lá....

Quais são estas virtudes cardeais? a Prudência, a Justiça, a Força e a Temperança. Vamos começar estudando cada uma dessas quatro virtudes cardeais, depois veremos as outras virtudes morais.

A Virtude da Prudência

Prudência é a virtude que nos ajuda a escolher. Não se trata de escolher coisas fúteis e bobas. A Prudência nos ajuda a escolher os meios adequados para realizar o bem e vencer o mal. É uma escolha muito importante e que a qualquer momento precisamos fazer.

Vou estudar ou vou brincar? Depende da hora! Se for hora de estudar, vamos estudar, se for hora de brincar, vamos brincar. É a Prudência que nos ajuda a compreender essas coisas. Ela aproveita a hora propícia, o lugar acertado onde devemos estar e nos impede de tomar decisões precipitadas. O lema dela é: fazer o que é certo, na hora certa, no lugar certo. Por exemplo o Palocci foi extremamente imprudente, fazendo a coisa errada, no lugar errado e na hora errada. Não é um virtuoso. A Prudência, iluminada pela nossa Fé e ajudada pela graça santificante, nos leva a escolher os atos bons que são o caminho da nossa salvação.

É sobre esta Prudência que Jesus fala no Evangelho: «Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos. Sêde, pois, prudentes como a serpente e simples como as pombas.» (S. Mat. X, 16) e também: «Quem julgas que é o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor constituiu sobre a sua família, para lhe distribuir de comer a tempo?» (S. Mat. XXIV, 45). Penso que este último versículo a Dilma esqueceu de ler em sua recente conversão religiosa.

Mas, como o contrário da virtude é o vício, podemos pecar contra a Prudência de dois modos:

. Por falta de prudência - é o vício da imprudência, que pode ser por: precipitação - agimos sem refletir ou descuido - refletimos no que vamos fazer mas fazermos mal feito. Há um exemplo melhor do que a resposta que a Ana Luna deu ao Ronaldo para este vício? Ana não foi prudente. Eu, visando sua salvação reclamei e fui até mal interpretada, por alguns conterrâneos, que não conhecem de perto as Virtudes Cardeais.

. Por excesso de Prudência – astúcia: ser prudente no mal, nas coisas erradas, no pecado; – cuidados excessivos com a vida material: dinheiro, vaidade, comprar muitas coisas, etc. O atual ministro da Casa Civil é um grande exemplo para todos os vícios, mas não pecou por excesso de prudência, e sim por falta. Quem pecou por excesso foi o Zé Dirceu. E o Lula, virgem Nossa Senhora!

[Não percam as próxima virtudes, quando ficarem prontas]

Lucinha Peixoto

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