quinta-feira, 16 de junho de 2011

AS VIRTUDES CARDEAIS (ou A Volta ao Catecismo IV)



Aqui estou eu de volta com minhas aulas. Já soube que o Roberto Lira ao lê-las, mesmo sendo um homem virtuoso e probo mas, tendo esquecido um pouco o catecismo, já está concordando com um confissão com o Padre Nelson. É isto que me estimula ao dar estas simples aulas. Espero até que um determinado “guerrilheiro” de Garanhuns tente sua conversão, mas, a deste tem que ser com o bispo. É pecado demais para autoridades religiosas abaixo deste posto. Mesmo já contando as indulgências diárias que recebe, por não ser petista.

Hoje trataremos da virtude cardeal da temperança. E a partir daqui começa o nosso vermelho e preto. Sempre lembrando que o preto vem do catecismo e o vermelho vem da minha alma, que ainda habita esta terra, mesmo que o Felipe, meu menino não queira.

Um conselho que esqueci de dar, pois se fosse vender ninguém compraria, é o de que, se você não quiser saber das minhas opiniões, não leia o vermelho. Fique com o preto do nosso catecismo. É sempre bom ser virtuoso.

A Virtude da Temperança

A virtude da Temperança vem completar o quadro das quatro virtudes cardeais. Ela é o freio da nossa alma. E, pelo amor de Deus, não vão dizer, como o Graciliano Ramos, que nossa alma não é cavalo para precisar de frei, pessoas de pouca fé. Sei que ela não é cavalo, mas, que ela de quando em vez precisa de um freiozinho de arrumação, precisa. A temperança é a virtude pela qual usamos com moderação dos bens temporais, quer eles sejam comida, bebida, sono, diversão, sexo (atentai bem “guerrilheiro”), conforto, etc. Ela nos ensina a usar essas coisas na hora certa, no tempo certo, na quantidade adequada. Ela nos ensina que certos atos são reservados a certas situações.

Por exemplo, o ex-apedeuta-mor Lula usou a virtude da temperança para só ficar rico depois de sair da Presidência, já o Palocci, pecou contra ela ao ficar rico ainda sendo deputado e coordenador da campanha de Dilma. Outro caso que está em voga agora e que serve muito bem de exemplo aqui. O que Lula fez no caso Battisti. O STF, pecando contra a temperança, deixou para Lula decidir o destino do terrorista italiano, pensando que o Lula iria usar o tratado de extradição que tem com a Itália para mandar mandá-lo ao lugar de direito, tanto brasileiro como italiano. O STF que é um bloco ainda duvidava que o Lula é um ser inimputável, como os loucos e crianças, que fere a lei, e as pessoas ao seu redor, como o Sr. Ccsta e outros do mesmo jaez, ficando dizendo: “Mas que bonitinho!”. O Lula soltou o terrorista e o STF, que é um bloco, pecaram gravemente contra a virtude da temperança, por estarem cometendo certos atos em situações erradas. Resultado, fizeram do país uma república de bananas, que fere seus tratados internacionais e eu que estava me preparando para ir ver nosso Santo Padre o Papa, outra vez, não vou poder ir, pois, agora brasileiro na Itália é considerado uma “bananosa criatura”, e não pode mais nem receber a bênção apostólica na Praça de São Pedro.

A Temperança nos ajudará a vencer os maus pensamentos e maus desejos, ajudará um casal a nunca trair o sacramento do matrimônio pelo adultério, etc. Vejam quanto pecou o Sr. Ccsta, contra a virtude da temperança em um comentário feito num Blog de Garanhuns que já citamos aqui . Ele simplesmente defendem a traição para as mulheres. Todos esses maus pensamentos e maus desejos e ocasiões de pecado devem ser combatidos imediatamente, sem perda de tempo, com muita coragem e força, para que não se tornem pecados mortais. Na verdade, todas as quatro virtudes teologais se unem no combate da alma para praticar os Mandamentos de Deus.

É pecado um adulto beber cerveja? Não, desde que seja com moderação, nunca se permitindo perder o controle de si mesmo. Por isso obrigaram aquela advertência toda vez, que num comercial de cerveja, o Zeca Pagodinho aparece de porre, ou o Fenômeno levantando o dedo. É visando que se mantenha a virtude da temperança. Eu tenho dúvida se adianta muito, mas, já é um avanço. É proibido fumar? Não, apesar de que o cigarro faz mal à saúde e deve sempre ser evitado. Mas os que fumam (adultos) não pecam se o fazem com boa medida. Aqui eu divirjo outra vez do catequista. D. Lourdes me ensinava lá em Bom Conselho que fumar era pecado, de qualquer tanto, e eu ainda hoje cobro isto dos meus filhos. E o caso das drogas? As drogas não são como o cigarro ou a bebida. Quando o homem bebe vinho ou cerveja, ele quer saborear um produto, sentir o seu gosto. Quando ele fuma um bom tabaco, também sente o seu perfume e sente o seu gosto. Mas quando uma pessoa se droga, que seja maconha, cocaína, lança-perfume (éter), etc., ele não está provando um produto elaborado para o paladar, ele está querendo alterar o seu estado de espírito. Nesse caso, é como alguém que só bebesse para ficar embriagado. É um pecado grave, portanto, experimentar qualquer tipo de droga ou fumo, ou bebida que altere a consciência de si mesmo. Aí, eu não concordo com o Fernando Henrique, apesar de admirá-lo como homem público. Este negócio de descriminalizar a maconha é uma má ideia. O que deve existir é um aprofundamento do ensino religioso na sociedade, incutindo valores morais em nossas crianças, a partir das famílias e das escolas. E não me venham logo dizer que eu estou defendendo o ensino obrigatório de religião nas escolas. Mas, também não devem ser proibidas se seus donos preferirem assim. Mas, nas escolas públicas, jamais. Eu sou uma católica e estou dando aula de catolismo aqui pregando o catecismo. Isto é uma coisa. Outra é defender que minhas crenças sejam impostas à força por alguém ou pelo o Estado. Temperança, irmãos, temperança.

Também o conforto da vida moderna pode nos levar a pecar contra a Temperança. Reclamamos do calor, reclamamos do frio, não queremos nos levantar da cadeira nem para pegar um copo d'água, sempre achamos algo que nos desagrada nas coisas e nas pessoas. A virtude da Temperança nos ajuda a esquecer um pouco tudo isso e pensar mais em ajudar, em trabalhar, em vencer seus próprios defeitos.

Nunca estive de tão de acordo com nosso divino catecismo quanto em relação isto. E quanto tempo pequei contra a temperança. Eu acho que a Marcix do UvaPassa também. Antes era mais sedentária. Depois que vi a cobrança que fazem de um retrato meu mais recente, que evito colacar nas redes, pelos quilinhos a mais, agora estou pensando mais nos meus próprios defeitos.

Para completar este início de estudo das virtudes, devemos nos lembrar que sem a graça de Deus não há virtudes sobrenaturais na nossa alma. Devemos praticar as virtudes, mas lembrar sempre que é pelo amor de Deus, e que sua graça santificante é a maior recompensa que podemos ter, pois ela nos permite receber a Jesus no nosso coração, na comunhão, e, assim, fortificar nossa almas para o combate da vida.

E com estas belas e sábias palavras terminamos a exposição catequética de nossas virtudes cardeais, primeiro expostas pela Ana Luna em seu artigo da APL. Voltarei depois com as virtudes anexas, pois sei quanto estas aulas estão ajudando as pessoas a pedirem desculpas aos outros, quando os ofendem. E que o senhor esteja convosco!

Lucinha Peixoto

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