segunda-feira, 6 de junho de 2011

Palocci pode tornar este país uma imensa Venezuela?



Mais um semana e ainda temos que começá-la com o Palocci. Isto pelo menos se aplica até a hora em que escrevo, hoje pela manhã. Pois, na atual situação, o comentarista político tem sempre que falar no condicional. Se, se, se....

Pelo que li ontem, o Lula já chegou da visita aos amigos Fidel e Chavez. E está disposto a assumir definitivamente a presidência, agora sem vergonha e sem pudor. Seu objetivo é defender o antigo defensor, o Palocci, quando foi seu Ministro da Fazenda. Ninguém pode negar a importância que ele teve no primeiro governo do meu conterrâneo. Foi ele o culpado por Lula conseguir passar 8 anos como presidente oficial, sem entender “nadica de nada”, sem enxergar um palmo à frente do nariz do que estava acontecendo com a economia brasileira e a economia mundial.

Não foi surpresa para ninguém que em seu terceiro mandato ele tivesse que ter um cargo extremamente importante, como no primeiro. Agora, eu pergunto: Mas, precisava fazer as mesmas coisa outra vez, Palocci? O Lula não tem mais obrigação de defendê-lo, mesmo assim o faz. E o faz por que?

A teoria do “rabo preso” explica apenas uma parte do comportamento da ex-gerente presidenta e do meu apedeuta conterrâneo. Mas, não explica tudo. Talvez, o Palocci seja uma tentativa de jogar estrume no ventilador, para ver se ele se transforma em adubo para vôos mais altos, com aqueles do Chavez na Venezuela.

Eu já previ e preveni aqui aos nossos democratas (ainda existem alguns) que ainda poderemos ser uma imensa Venezuela. Fiquemos atentos. Enquanto o espírito e o corpo do Chavez não se instalam definitivamente neste país, leiam a postagem do Blog do Josias de Souza de ontem, que tem como título: “Palocci põe em xeque imagem e autoridade de Dilma”. Fiquem com Josias, e uma boa semana, porque, eu não voltarei lá embaixo.

“Durante os oito anos do governo Lula, Dilma Rousseff cultivou a fama de gerente durona. Na campanha presidencial, o marketing grudou nela uma aura de eficiência.

Os vinte dias de duração do ‘Paloccigate’ fizeram ruir essa imagem. Líderes do condomínio governista receiam que a hesitação de Dilma compremeta sua autoridade.

A presidente passou o final de semana consultando-se com auxiliares e políticos aliados. Pelo que telefone, conversou com Lula e com o próprio Antonio Palocci.

Quem ouviu Dilma no sábado recolheu dela a impressão de que afastaria Palocci da Casa Civil. Mostrava-se contrafeita com a má repercussão das entrevistas ministro.

Na noite de domingo, Dilma já soava dicotômica. Reconhecia que a sobrevida de Palocci contamina sua gestão. Porém, manifestava o receio de ser ‘injusta’.

Preocupava-se sobretudo com a decisão a ser tomada nos próximos dias pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Munido de representações da oposição e de explicações enviadas por Palocci, Gurgel decidirá se abre ou não inquérito para esquadrinhar o enriquecimento do ministro.

E se o procurador-geral arquivar as representações?, eis a pergunta que embatucava Dilma no domingo.

Em termos práticos, a semana começa como terminou a anterior. Ainda sob suspeição, Palocci abre a segunda-feira despachando ‘normalmente’ no Planalto.

Envolta em dúvidas, Dilma cozinha em banho-maria a decisão sobre o futuro ministro. Parece fortemente influenciada pela opinião de Lula.

De volta de uma viagem a Havana e Caracas, Lula retomou, em privado, a pregação segundo a qual não se deve abandonar um companheiro em dificuldades.

Lula revelou-se disposto a voar até Brasília, para ajudar na gestão da crise. Políticos do PT e do PMDB puseram-se a ponderar sobre a inconveniência do socorro.

Há duas semanas, Lula esteve na Capital. Tomou café da manhã com pemedebês, almoçou com petês, jantou com Dilma e Palocci.

Imprimiu na crise um rastro de ingerência que fragilizou a já questionável autoridade de Dilma. Ficou entendido que, sob tiroteio, a pupila precisa do ‘escudo’ do patrono.

Tomado pelo que diz sob reserva, Palocci não se mostra disposto a tomar a iniciativa de afastar-se da Casa Civil. Condiciona o gesto a uma decisão adversa do procurador-geral.

Na Presidência, rumina-se a expectativa de que a palavra de Roberto Gurgel pode sair até quarta-feira. O chefe do Ministério Público, contudo, não se autoimpôs um prazo.

Proliferam no entorno do governo os políticos que recomendam a adoção de providência capaz de por um ponto final no enredo da encrenca.

Ganha corpo a ideia de um ‘afastamento temporário’ de Palocci. Uma fórmula que contemplaria o retorno do ministro caso se livrasse das suspeitas que o assediam.

Confrontada com a sugestão, Dilma apenas ouviu. Não disse palavra que permita intuir se pretende adotar a saída intermediária.

A hesitação força o consórcio partidário que dá suporte congressual ao governo a manter-se em estado de alerta.

Na quarta-feira, vai a voto na Comissão de Justiça do Senado novo requerimento de convocação de Palocci.”

Zezinho de Caetés

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

ATRAVÉS DOS QUADRILHEIROS DO PT, ESTÁ SENDO EXECUTADO NO BRASIL UMA ESTRATÉGIA DE DESMORALIZAÇÃO DA DEMOCRACIA... É UM PROCESSO QUE NATURALIZA A CORRUPÇÃO E INSTRUMENTALIZA A INDIGNAÇÃO POPULAR... SEM EXAGERO NENHUM, ESTAMOS NO MEIO DA MAIOR GUERRA DE GANGS DA HISTORIA MUNDIAL!!! PT versus PMDB versus PR versus PSB versus PDT versus PC do B e PT VERSUS P.Q.P.