quarta-feira, 15 de junho de 2011

Qual é o meu IP?



Eu estive, até agora de longe, observando a guerra que se travou pela declaração do Felipe Alapenha, filho da prefeita Judith Alapenha, sobre o Blog da CIT. Para mim isto não teria muita importância se ele não tivesse grafado meu nome errado e feito a insinuação de que a única coisa que faço é comentar esportes, e principalmente, só futebol.

Eu, durante minha vida em Bom Conselho, conheci várias pessoas da família Alapenha, um que eu me lembro era o seu avô, o Edgar Alapenha, pois ele comprava na mercearia onde eu trabalhava. É uma família séria e decente e até aqui eu não posso dizer que as novas gerações não puxaram a ele. É óbvio que a atividade política leva a determinadas transformações, embora, no caso de sua mãe, que nunca cumprimentei como prefeita, mas me lembro dela, é uma senhora decente, séria e honesta.

Eu gosto mais de escrever sobre esportes, mas não tenho uma viseira que me dirija sempre para onde o Carlinhos Bala se move. Vejo também política e, e pelo dever do ofício, também computação e computadores. Na política, em Bom Conselho, quando lá estive, não encontrei um só amigo uma só pessoa que aprovasse a administração de Judith Alapenha. Eu fiquei pensando com minha pouca cultura política como é que uma pessoa tão séria, tão honesta e tão afável, poderia ser acusada de não ter feito nada em Bom Conselho.

Aí me vem o futebol como auxílio. Um bom jogador, não é só aquele que tem um físico privilegiado, esteja em forma, malhe todo dia e frequente todos os treinamentos. Romário não fazia nada disso e era um bom jogador. O que acontece é que as primeiras qualidades todos têm, mas, o bom jogador tem que ter talento, ter vocação para profissão de uma forma diferenciada.

É o que ocorre na política. O que sempre me falaram em Bom Conselho, foi, coisas do tipo: “Ela não faz nada, mas não rouba!” O que tem de positivo no governo Judith, pelo que me contaram, é que ela é uma mulher séria e usa com parcimônia e honestidade o dinheiro público. Mas, da mesma forma que no futebol, isto, é o que todos deveriam fazer. Se chegamos ao ponto de nos jactarmos por ter uma prefeita que não roube, então a coisa está feia em minha querida terra.

Não estou aqui defendendo o “rouba mas faz” que ouvi tanto quando morava em São Paulo, mas sim o “nem rouba e faz”, que devemos esperar e lutar na próxima eleição. Mas, agora, deixemos a política de lado e passemos para a computação e era digital de que eu entendo mais o menos. E digo mais ou menos, porque quando você falar com alguém que diz que entende tudo desta área atualmente, é porque ele vai lhe cobrar uma fortuna para ficar quebrando e consertando seu computador, todo mês.

O que pretendo tratar aqui é o que tem relação com o segundo texto do quase doutor Felipe Alapenha. Não sei qual a especialidade que ele vai seguir na medicina. O que posso dizer é que prá fazer política em Bom Conselho, o melhor é Clínica Médica, que é onde se sabe de tudo um pouco e a que rende mais votos, quando o médico tenta incursionar pela política. Mas, mesmo esta especialidade, não permite qualquer especialista nela dizer hoje que sabe de tudo.

Isto se aplica ao que vou tentar explicar. O que é um IP? Não vou traduzir frases ou siglas em inglês, pois isto só atrapalharia a coisa. IP é um número. Na era digital não existem nomes. Isto só existia na fase analógica da comunicação. Quando escrevo aqui meu nome correto: Jameson Pinheiro, o que você está vendo, é apenas uma representação de um conjunto de números. E não pensem que são algarismos arábicos como 1, 2, 3... Eles são situações que podem ser representados pelo números 1 (hum) ou 0 (zero). Foi em cima disto tudo, do apagado e do aceso, do existente e não existente, do ligado e do desligado, que o homem moderno ergueu este monstro chamado computador que só entende estes dois estados, que poderíamos dizer o vivo (1) e o morto (0). Ora, irmãos, os vivos votam e podem atrapalhar, então os transformemos em mortos. Este deve ter sido o raciocínio do Felipe Alapenha.

Como ele dizia poderia pensar: eu adoro o Blog da CIT, e adoro a AGD, muito mais, mas agora eles estão querendo falar a verdade sobre o governo de minha mãe. Então ele resolveu fazer uma pesquisa para mostrar que todos nós não passamos de 0 e só o Zé Carlos era 1. Mas, voltemos a o IP.

Então cada computador, esta máquina burra, tem um IP, quando ele entra numa rede de comunicação como a internet, para o outro computador, que também é burro, entender de onde vem a mensagem e de quem vem. Então quando eu recebo uma mensagem do Zé Carlos, sendo ele 1, o meu computador burro, lê o 1 e me diz, é o Zé Carlos na linha. Quando envia a resposta, sendo 0, o computador do Zé Carlos diz, é o inexistente Jameson. É óbvio que não existem apenas dois computadores no mundo e então criou-se o IP, que continua sendo um número, mas é de uma grandeza que todos os computadores do mundo cada um tem o seu. Mas, com dizem os espertos nesta área : “isto não é tão simples assim”.

Pois da mesma forma que o Diretor Presidente não é o seu verdadeiro nome nem o de Zezinho de Caetés também, e eles conseguem se comunicar sem revelarem os seus verdadeiros nomes, isto acontece também com os computadores. Existem, para seguir com a analogia, computadores que são pseudônimos dos outros (chamam “proxy”, mas pelo o amor de Deus não deixem de ler pois eu prometo não mais usar palavrões). Eles estão se comunicando com o seu e você pensa que está falando com o IP 00001111000110001, quando está falando com o IP 001110000111111000.

Aí vocês dirão, então estamos perdidos. Não posso confiar mais em nada da internet, pois o que se recebe pode estar vindo de um lugar ou pessoa que nem desconfio. E isto é verdade. E pergunto, mas isto não foi sempre assim em toda história da comunicação humana?! Desde a idade das cavernas, quando o homem ávido de safadeza trocava de lugar para coabitar com a mulher do vizinho, estava usando um IP falso. Quando Hitler prometeu à Inglaterra não invadir a Polônia, estava usando um IP falso. Quando Jesus pregou toda sua doutrina de amor, harmonia, paz entre homens estava usando um IP verdadeiro, mas os primeiros a receber a comunicação acharam que era falso e o cruxificaram. E assim por diante.

Hoje até existem programas para esconder IP. É só ir na internet e baixar. Tem até gratuitos. Da mesma forma que algumas pessoas resolvem não se identificar levam seus computadores a fazerem o mesmo, e com sucesso. É uma verdade o que o Felipe Alapenha diz que hoje se pode saber o IP de um computador ( Embora ainda não seja possível saber quem o usou). O grande problema é que com as novas tecnologias, que surgem a cada dia, as pessoas querem manter a privacidade de suas comunicações e nem sempre entram na rede para se jactar de sua capacidade e inteligência. Eles às vezes querem servir ao próximo sem se identificarem, acreditando que o IP de Jesus é verdadeiro. E, para isso, surgem as tecnologias que os escondem. E geram um custo enorme para se descobrir quem fez o que na rede. Os crimes cibernéticos, que ainda nem tem lei que os defina, no Brasil, são os mais caros para investigar, pois é muito barato se esconder neste meio.

Quando eu entrei para para a CIT, e até agora, nunca vi ninguém com a preocupação de esconder IP, nem esconder computador, nossa empresa era aberta e transparente, lá em Caldeirões, cuja sede foi até visitada pela Prefeita e pelo seu filho Felipe Alapenha. Ninguém nunca procurou nossos IP,s nem questionou nossa existência como o fez agora o Felipe Alapenha. O que o levou a dizer que éramos 0 e não 1? Tenho certeza, um gesto bastante nobre: Defender o governo de sua mãe. Pois alguns IP,s 0 estavam dizendo que havia algumas falhas nele. Daí, o arrependimento. E nossos IP,s foram rastreados e descobertos. E agoro, zeros à esquerda da CIT, o que fazer? Já discutimos esta semana se eu deveria baixar uns programas para esconder nossos IP,s, e, concluímos pelo absurdo da situação, criado pelo futuro médico.

Eu propus, no despero que fossemos instalar a CIT na casa do Zé Carlos, e usar o seu computador. Segundo o Felipe, isto já está sendo feito, de acordo com seus rastreamentos de IP,s. Então continuaria a mesma situação. O Zezinho foi contra, porque mora longe do Zé Carlos, e pretende ficar usando a rede sem fio que passa por sua casa. O Diretor Presidente disse que é melhor, para dar razão ao futuro médico, irmos todos os dias para a Aeroporto dos Guararapes e usar os computadores públicos que existem lá, para continuarmos com o mesmo IP, embora diferente. O solução da Lucinha, como sempre foi a mais prática, de mandar o seu menino à...., foi cogitada, mas foi rejeitada.

E aqui estamos nós. Neste impasse, de que a qualquer hora, poderá entrar em nossas casas um caça IP que nos leve de camburão contra os crimes do que querer sermos anônimos, pseudônimos, heterônimos e outros ônimos, pelo bem de nossa terra, mesmo que este bem não seja o bem do Felipe Alapenha.

Isto parece uma brincadeira, mas o artigo inocente do Felipe Alapenha, não tem consequências tão inocentes assim. Para mim não, pois estou seguro de quem sou e do que faço. Eu penso é nos pobres estudantes de nossa terra que hoje são ávidos pela comunicação entrarem em pânico porque existe um alguém, o Big Coronel, a caçar seus IP,s todo o tempo. Eu soube de uma coisa que preciso contar aqui para ver o mal que um ato deste pode causar numa comunidade. Contaram-me, por e-mail, que eu não rastreei IP, e nem mesmo o nome.

Um garota do ensino médio em nossa cidade disse para outra:

- Tu visse mulher, as bandas do Forróbom não estão boas como no ano passado!

- Por que tu não mandas um e-mail pra prefeita reclamando?

- Deus me livre, meu pai trabalha lá!

- Manda um e-mail anônimo!

- Deus me livre, estão rastreando os IP,s, e eu uso o computador do meu pai.

Eu tive vontade de ir a Bom Conselho e instalar um escondedor de IP no computador do pai da garota. Não só por ela, mas porque a prefeita perdeu a chance de poder melhorar o Forróbom, com opiniões anônimas, que podem ser muito relevantes.

É com coisas como estas, envolvendo ameaças, do “sabe com quem está falando”, “eu não tenho medo de você”, “eu sei quem é você”, “não seja covarde, apareça, prá apanhar”, que se criou um neurose coletiva no tempo Coronel Zé Abílio. Ele mandava rastrear todos os IP, s e dominou a política em Bom Conselho, por muito tempo. Será que estamos voltando aos velhos tempos.

Eu, de minha parte, estou escrevendo este texto do meu computador e enviarei para a CIT onde será lido, censurado, aprovado e publicado, do IP de sempre. Agora, volto ao futebol. O Náutico ganhou ontem.

Jameson Pinheiro

2 comentários:

Lucinha Peixoto disse...

Jameson,

Eu já fiz minhas considerações a seu texto pessoalmente, mas, fiz hoje um comentário no Blog do Roberto Almeida que gostaria de repetir aqui:

Não é porque é meu colega e amigo, não. Mas vejam o artigo do Jameson Pinheiro no Blog da CIT (cliquem no link com meu nome). Se é verdade o que o Afonso Didier diz, e eu acredito que seja, que a prefeita entregou mesmo o negócio ao Felipe, meu menino, então Bom Conselho vai sangrar estes dois últimos anos até chegar outro prefeito. Eu ainda não escolhi quem vou apoiar. Vi o resultado de uma enquete num blog de Bom Conselho que o Renato Curvelo e Zenício estão na dianteira. Para mim pode ser qualquer um menos a Judith. Se fosse uma mulher, para tentar desfazer a terrível sensação que tenho de que a mensagem que a Judith deixou é que as do nosso gênero voltem para lar, melhor ainda. Mas, vai ser difícil recuperar o nosso prestígio. Pois no governo federal....

Uma cidade que depende de uma festa para eleger alguém só pode ser triste. O circo é na exposição de animais, onde os novos gladiadores, ao invés de lutarem entre si e dizerem “os que vão morrer te saúdam”, dançam entre si e dizem que “melhor o calango aceso do que nada”. E nós que demos todo o apoio, ao ponto de quase brigar com o Roberto Almeida, tentando lhe empurrar a maior barriga que eu já produzi, dizendo que a Judith não havia renunciado, por acreditar nela e tentar ajudar o nosso gênero, ficamos só com a vergonha e agora, tentam me humilhar dizendo que sou criação de alguém. Eu só repito o que disse naquela época e tomei o troco (com justiça) do Roberto: “Quem com mentira fere com mentira será ferido”.

Mas não sou de me abater, e sei, nem o povo de Bom Conselho, que mesmo sobre o terror do Big Coronel, rastreando seus IP,s, continua na briga. Obrigada Jameson pelas suas informações, e que elas sirvam para que o povo não se curve ao coronelismo tecnológico, que Felipe, meu menino, quer implantar em Bom Conselho, para blindar a Mamãe Juju.

Lucinha Peixoto (Blog da CIT)

capherculano disse...

ANDO MEIO ESCONDIDO, TENHO MEDO ATÉ DA PRÓRPIA SOMBRA, ESTOU COM MANIA DE PERSEGUIÇÃO, VIVO DIRETAMENTE DA PREFEITURA E TODO CARRO OFICIAL QUE PARA NA PORTA DO MEU COMÉRCIO ACHO QUE É O FOPS ( FELIPE ORGANIZANDO A POLÍTICA E A SOCIEDADE), TUDO ISSO PORQUE ELE ME AMEAÇOU VIRTUALMENTE "ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM...VOU GUARDAR NO MEU COMPUTADOR COM MUITO CARINHO A SUA POSTAGEM...." AÍ DEU A PESTE E ME BORREI TODINHO, SÓ PORQUE FALEI A VERDADE! MAS JÁ OUVI ALGUÉM DIZENDO QUE SÓ A VERDADE DÓI, MENTIRAS SÃO PALAVRAS AO VENTO...MEU DEUS O QUE VAI SER DA MINHA VIDA, TENHO SEIS FILHOS, PAI DOENTE E CIMA DA CAMA...
AÍ, AÍ, AÍ....QUE MENTIRA, QUE LOROTA BOA!!!!
ELE VAI ENDOIDAR DE TEANTO PROCURAR MEU IP, POST TODO DIA DE UM CPU DIFERENTE E TEM MAIS, TENHO MAIS DE UM PERFIL...PRA DIZER A VERDADE A CIDADE DE BROGODÉ TODINHA!!!!
AÍ COMO SOU BANDIDA!!!!!!